sexta-feira, 23 de junho de 2017

Chromebooks são indicados para seu perfil?

Os Chromebooks são dispositivos um pouco diferentes dos quais estamos acostumados a usar e infelizmente ainda há muita desinformação a respeito destes equipamentos. Há relatos de usuários que compraram estes dispositivos sem ao menos se informar se poderiam instalar programas que estavam acostumados a usar no Windows e acabaram se frustrando por conta disso.

Veja agora o que são os Chromebooks e se este tipo de dispositivo serve para seu perfil de uso antes de comprá-lo.





Algumas vezes as pessoas deixam-se levar pelo impulso e acabam comprando coisas sem levantarem informações mínimas sobre o produto. Já ouvi diversos relatos de consumidores que compraram Chromebooks sem ao menos saber se estes equipamentos atenderiam suas necessidades. Muitos têm a mentalidade tão enraizada no universo da Microsoft que acabam assumindo que todos os computadores são da família Windows e portanto devem rodar, nos Chromebooks, os mesmos programas que estão acostumados a rodar nesta plataforma.

Vamos entender neste artigo o que são os Chromebook e para quais tipos de usuários estes computadores são indicados.

Entendendo o que são os Chromebooks

Os Chromebooks são ultrabooks concebidos pela Google que rodam o sistema operacional Chrome OS. Este sistema é baseado no kernel Linux e utiliza o código aberto derivada do projeto Chromium OS. Diferente do Windows e do Mac OS, o Chrome OS é orientado primariamente para trabalhar na nuvem. Isto significa que suas aplicações rodam, na maior parte das vezes, em servidores localizados na Internet. Não é necessário instalar nada no seu computador e, muitas vezes, os programas que baixamos da Web Store são meros atalhos para algum serviço na Internet.

Os programas desenvolvidos para as plataformas da Microsoft e da Apple não são compatíveis com o Chrome OS e por isso você não conseguirá instalá-los nos Chromebooks, apesar de, em certos casos, ser possível emular programas Windows com o Crossover para Android da Codeweavers.

Os Chromebooks são indicados para seu perfil?

Como vimos acima, os Chromebooks não permitem a instalação de programas das plataformas Windows e Mac OS. Se você é um profissional de ferramentas de editoração gráfica, vídeo ou áudio ou ferramentas CAD, por exemplo, este tipo de computador não é indicado para ser seu computador primário.

Porém, se você é um usuário que passa a maior parte do tempo em um navegador, talvez os Chromebooks possam satisfazer suas necessidades. Faça uma análise de seu comportamento como usuário. Se você passa a maior parte do tempo utilizando ferramentas web, tais como, gmail ou outlook on-line, streaming de áudio e vídeo, editores de texto e planilhas on-line, você é elegível para usar este tipo de computador.

Caso você não se encaixe em nenhum dos dois perfis, ou seja, não é um profissional que exige ferramentas altamente qualificadas, mas utiliza, por qualquer motivo, ferramentas nativas no seu computador, deverá analisar cuidadosamente se a mudança lhe trará benefícios. Existem vantagens de trabalhar em nuvem, principalmente no que se refere a colaboração entre membros de uma equipe, porém a migração deve ser bem estudada.

Durante a sua pesquisa perceberá que muitos programas nativos de outras plataformas têm equivalentes web para os Chromebooks. Se eles são ou não capazes de substituir os que você está acostumado a usar, dependerá exclusivamente da forma ou do seu grau de utilização destas ferramentas.

Caso você queira testar se seria capaz de substituir seu computador por um Chromebook, poderá fazer um teste simples. Tente efetuar todas as suas atividades no navegador Chrome no seu próprio computador por um período de tempo que você julgar o suficiente bastante para tirar suas próprias conclusões. Se conseguir achar apps que possam suprir suas necessidades de uso e se sentir produtivo com elas, talvez você possa considerar a mudança.

Caso não seja possível encontrar programas web que possam substituir os que você utiliza normalmente no seu computador, ainda há uma outra possibilidade a ser considerada. Diversos modelos de Chromebooks são capazes de rodar apps Androids e é possível que você encontre um app substituto que preencha suas expectativas.

Mesmo que chegue à conclusão que os Chromebooks não são indicados para você, pode considerar indicá-los para alguém. Tenha em mente que cada um tem uma característica diferente de uso. Talvez seus parentes ou amigos tenham necessidades diferentes de você e se adaptem perfeitamente a estes equipamentos. Isto pode até trazer algum benefício para você. Quem nunca teve alguém próximo, não proficiente em informática, que pediu para você dar um pulo na casa dele para resolver algum problema que ele estava enfrentando no computador. Este tipo de situação é quase inexistente em um Chromebook.

Porque considerar os Chromebooks

Os Chromebooks têm premissas básicas: Simplicidade e segurança. A Google projetou o Chrome OS para atender estes requisitos, A inicialização rápida, o longo tempo de bateria, a atualização inteligente, a não necessidade de instalação de programas e drivers e a segurança avançada, os tornam altamente indicados para usuários não técnicos que desejam somente um computador que possam contar a qualquer momento. Porque alguém não gostaria de usufruir destas características?

Muitas pessoas afirmam que podem fazer tudo que um Chromebook faz somente utilizando o navegador Chrome em qualquer sistema operacional. Posso afirmar, com certeza, que elas estão equivocadas e talvez nunca tenham experimentado um Chromebook de verdade. Apesar de poderem rodar todos apps web disponíveis para a plataforma em seus sistemas favoritos, estarão abrindo mão dos benefícios de usar estes dispositivos.

Vale a pena o esforço para trocar de plataforma?

Posso afirmar que a curva de aprendizado é pequena e que rapidamente os usuários se acostumarão ao novo ambiente, mas se você estiver se sentindo confortável na sua plataforma atual e não estiver enfrentando sérios problemas com ela, não vejo motivo imediato para considerar uma mudança.

Mesmo que não seja o momento para trocar de SO, sugiro que você acompanhe o progresso deste sistema. A evolução deste sistema é muito rápida e em determinado momento pode aparecer algum recurso novo que torne a sua vida mais fácil e produtiva.

E você, já trilhou este caminho?

Se sim, comente como foi a sua experiência para que os leitores deste blog obtenham conhecimento mais aprofundado do assunto.


Até a próxima pessoal.

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terça-feira, 20 de junho de 2017

Diminua a complexidade da sua TI

O Windows se encontra tão disseminado na cultura das empresas, que imaginar um cenário que não contemple seu uso é quase impensável. Porém a computação está se orientando para uma uma solução baseada em plataforma web. Nesta nova abordagem, o endpoint não exerce mais um papel tão importante como antes.

Portanto, será que não é a hora de procurarmos caminhos alternativos para resolver problemas que incomodam a TI de hoje?



A computação contemporânea é muito complexa e exige que apliquemos diversas ferramentas de controle e de proteção tanto do lado dos servidores quanto do lado das estações de trabalho dos usuários.

Hoje em dia, um desktop dispõe de vários serviços para o gerenciamento das mais diversas funções. São softwares de proteção contra malwares, IPS, agentes de backup e CMDBs dentre outros. Esta complexidade causa enormes dificuldades de gerenciamento e aumento de custos operacionais. Manter um parque grande de computadores neste cenário não é uma tarefa trivial, mesmo com os avanços das ferramentas modernas de gerenciamento.

Uma forma de minimizar este problema é procurar soluções que eliminem grande parte desta complexidade e para essa missão os Chromebooks são candidatos perfeitos. Porém, há uma pergunta que precisa ser respondida:

Como faço para rodar sistemas que não são compatíveis com estes computadores?

A resposta: VDI.

A Solução de VDI (Virtual desktop infrastructure) utiliza clientes magros para acessar uma imagem virtual de um desktop hospedado em um pool de servidores localizados no seu data center. Desta forma a inteligência é retirada da sua estação de trabalho que funciona como um terminal burro e colocada nos potentes servidores centrais.

Como o processamento de dados é realizado remotamente, estes clientes podem ter baixo poder de processamento e por não armazenarem informações localmente podem ser facilmente substituídos em caso de mau funcionamento. Basta trocar o equipamento e ligá-lo que o usuário estará pronto para voltar ao trabalho em poucos minutos.

Características desta solução

Este modelo de computação tem a característica de simplificar as pontas e colocar toda a inteligência no núcleo da sua rede, para este projeto ser bem-sucedido é necessário que este seja muito bem elaborado, implementado e que seja constantemente monitorado. Isso tudo exige um grande esforço, mas este esforço é muito menor que a do modelo tradicional.

Uma das grandes críticas deste método é que esta solução é totalmente dependente da rede corporativo da sua empresa e qualquer falha desta acarreta interrupção de acesso ao desktop virtual e perda de produtividade.

Isto é uma preocupação válida, mas para esta questão eu tenho duas opiniões:

  1. Empresas que adotam este tipo de solução investem o que for necessário para ter uma rede altamente tolerante à falha e dificilmente esta situação ocorrerá na prática.

  1. Hoje em dia dificilmente você trabalha com recursos alocados no seu computador. Todos os sistemas corporativos estão hospedados nos servidores centrais da sua empresa. No caso de falha crítica no nó central, haveria perda de produtividade em ambos os cenários. Os usuários ficariam sem acesso aos recursos remotos nos dois casos.

Uma outra crítica muito abordada é a que estamos adicionando uma camada extra de complexidade ao nosso ambiente. Sim, isto é verdade, porém estamos fazendo o processo inverso do lado do cliente e dependendo da situação isto pode ser desejado.

A principal vantagem da utilização de VDI está relacionada ao gerenciamento dos desktops virtuais. O gasto de energia com atividades de instalação, atualização e manutenção do sistema operacional e dos softwares são praticamente eliminados. Você precisará concentrar esforço apenas na manutenção das imagens que servem de modelos para os desktops virtuais.

Uma vez que você chegou a conclusão que o VDI pode reduzir custos operacionais e que vale a pena investir nesta tecnologia, resta-nos responder a uma segunda pergunta:

Por que utilizar Chromebooks ao invés de terminais realmente burros?

Diferente destes, os Chromebooks são mais versáteis e têm capacidade de processamento interna e esta característica pode ser aproveitada para diminuir a sobrecarga do lado dos servidores responsáveis pela virtualização dos desktops. Nos casos em que somente o uso dos browsers dá conta do recado podemos evitar conexões desnecessárias ao desktop virtual.

Podemos enumerar diversas tarefas que você pode executar somente com o browser: Navegar na Internet, acessar seu home banking, assistir a um vídeo no youtube ou acessar aplicativos de produtividade são apenas alguns exemplos.

Outro ponto-chave é que se a estratégia da sua empresa é migrar gradualmente de um ambiente Windows para um totalmente baseado na web, os Chromebooks já estariam preparados para este novo cenário, o que não aconteceria com terminais burros que precisariam ser substituídos posteriormente.

Conclusão

Embora os especialistas venham apontando soluções de SAAS e das tecnologias web em geral como tendências para o futuro da computação, há ainda um longo caminho a ser percorrid, as empresas não podem simplesmente virar a chave de uma hora para a outra e jogar fora tudo aquilo que as fazem funcionar.

Enquanto se preparam para esta mudança, as corporações que desejarem se beneficiar de uma computação menos complexa, podem adotar o VDI como solução transitória fazendo uso dos Chromebooks no backend.

Até a próxima pessoal!

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terça-feira, 13 de junho de 2017

A API do WebUSB aparece na versão de desenvolvimento do Chrome OS 61

A Google introduziu na versão de desenvolvimento do Chrome OS 61, uma nova tecnologia denominada WebUSB API. Segundo a empresa esta API possibilitará aos fabricantes acessar os dispositivos USB dos Chromebooks à partir da web.



Este esforço nos remete à algumas perguntas pertinentes em relação a esta tecnologia:

  • Este novo recurso é realmente necessário?
  • Trará vantagens para o usuário?
  • É seguro?

O Que é a WebUSB API


A WebUSB API é objeto de uma proposta desenvolvida pelo Web Platform Incubator Community Group (WICG), cuja missão é promover o debate em torno de novas funcionalidades da plataforma web. Segundo o draft que descreve a especificação desta solução, a tecnologia deverá prover um meio seguro de disponibilizar uma API para que fabricantes de hardwares possam criar kits de desenvolvimento em JavaScript, independentes de plataforma operacional, que permitirão o acesso de sites sob seu domínio à serviços relacionados a dispositivos USB no computador do usuário.

Objetivo da implementação no Chrome OS


Segundo o desenvolvedor Reilly Grant, a implementação da API WebUSB no Chrome OS tem objetivo de prover uma experiência de instalação simplificada. Basicamente conectando o dispositivo USB no computador e autorizando a instalação de todos componentes associados por parte do fabricante. O objetivo é que isso tudo funcione sem que o usuário se preocupe com detalhes técnicos da instalação de drivers e softwares.

Ao plugar o dispositivo no computador o sistema deverá reconhecê-lo e indicar o site do fabricante que fará a instalação de qualquer componente que seja necessário para o seu funcionamento. Isto liberará o usuário, por exemplo, do problema de ter que decidir qual é a versão correta do driver que deve ser baixado para determinado modelo de dispositivo ou dos riscos relacionados à obtenção de softwares de sites não oficiais.

Esta tecnologia permitirá aos fabricantes obterem estatísticas e diagnósticos mais precisos sobre seus hardwares e desta forma prestar suporte com mais qualidade. Será possível realizar instalações e atualizações de firmwares e drivers diretamente nos computadores dos consumidores de uma maneira mais simplificada e precisa. Isto tudo facilitará a vida do usuário.

Sobre a segurança


Posto desta forma, tudo parece perfeito, mas devemos analisar algumas questões relacionadas à segurança.

Devemos verificar diversos aspectos e um deles refere-se à privacidade. Será que queremos dar tanto poder para os fabricantes manipularem nossos computadores e será também que eles não se sentirão tentados a usar este poder para obter informações não autorizadas?

Essa pergunta é muito difícil de responder. Sempre que damos permissão de acesso à terceiros teremos esta dúvida, porém se não houver uma forma de controlar este problema tecnicamente, teremos de estar vigilantes às ações por parte dos fabricantes e no caso de encontrar evidências de mau uso, expor o fato imediatamente.

Para controlar o acesso da web, a implementação prevê que o site do fabricante estabeleça uma conexão segura por protocolo https. Isto garantirá a autenticidade do site prestador do serviço. Já do lado do usuário, será implementada uma política de acesso por dispositivo USB, na qual haverá uma lista de sites confiáveis (whitelist) autorizados a acessá-lo. Sites que não estiverem listados não conseguirão nem sequer enviar um pedido de permissão.

A implementação da comunicação por https impede que um atacante personifique a identidade de um site legítimo e evita que seja injetado código malicioso durante a sessão entre o usuário e o fabricante, desta forma, ele não conseguirá obter controle sobre a comunicação.

Conclusão


Esta é uma tecnologia que permitirá novas formas de operação e controle dos dispositivos USB pelos fabricantes por meio da web. Isto pode abrir as portas para inovações que ainda não conseguimos vislumbrar.

Ainda não está definido quando esta solução será disponibilizada no canal estável do Chrome OS. Além disso, para podemos usufruir de seus benefícios precisamos aguardar a disponibilização de dispositivos compatíveis e do suporte à API por parte dos fabricantes. Ainda há um longo caminho a ser percorrido.

Se tudo funcionar como esperado, trará grandes benefícios aos usuários. Esperemos que isso aconteça brevemente.

Até a próxima pessoal.

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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Google libera a versão 59 para os Chromebooks



A Google liberou nesta quinta-feira (8), a versão 59.0.3071.92 do canal estável do Chrome OS, embora muitos esperassem que esta versão trouxesse oficialmente o Google Play para dispositivos compatíveis, isso não aconteceu.

As novidades da nova versão


Infelizmente esta versão não trouxe nada muito excitante e acredito que muitos usuários ficarão desapontados. O destaque foi para o Native Printing.

Novidades:

  • Modificação da API de gerenciamento de rede para sessões em modo quiosque e da API de áudio usada para controle e leitura de estado dos periféricos de áudio conectados ao Chrome OS.

  • Implementação do Native Printing. Até esta versão só era possível imprimir documentos utilizando o recurso do Google Cloud Print ou usando impressoras da HP que disponibilizam suporte para o Chrome OS. Estas opções limitavam os usuários que reclamavam da complexidade e instabilidade do Cloud Print ou do fato da HP ser o única fabricante a dispor deste recurso na plataforma da Google. Com a introdução dessa nova funcionalidade agora é possível utilizar as portas USB da sua impressora ou imprimir remotamente através de uma rede TCP/IP. Acredito que esta novidade será muito comemorada por alguns usuários.

  • Resolução do problema de segurança: CVE-2017-5084: Acesso local via dbus aos arquivos armazenados no dispositivo.

Apps Android


Ainda não foi desta vez que teremos a versão estável dos apps Android no Chrome OS.  Como vimos em Os aplicativos Androids podem alavancar a adoção dos Chromebooks?, a Google está tendo dificuldades técnicas para trazer os aplicativos do Google Play para o Chrome OS. Vamos torcer que ela resolva estes problemas o mais rápido possível.

Se você fez testes com o novo recurso de impressão da versão 59, conte-nos como foi a sua experiência.

Até a próxima pessoal.

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